Mais que corrida. Assim posso resumir minha vida depois de quase um ano vivendo assim. Dá pra contar as horas exatas que fico em casa de segunda á sexta. Cinco horas e meia, as vezes seis. Sendo que um ser humano deve dormir entre 6 e 8 horas diárias. Mas em respeito às horas de sono eu não reclamo, a maior falta que tenho é de ficar com minha família, contar o que aconteceu no dia, rir a beça com aqueles doidinhos. Um final de semana é muito curto. Além do mais sempre tem aqueles problemas ou trabalhos e estudo.
Do estágio pra ETEC, da ETEC pra faculdade, da faculdade pro banho, do banho pra cama, do estágio... A semana inteira assim. Mas desde o começo quando decidi fazer esse tanto de coisa eu me responsabilizei por todas as conseqüências, inclusive esse cansaço físico e mental. Até então eu nunca soube o que é stress, dor de cabeça, gastrite, insônia, hipoglicemia, anemia grave, dor no corpo. É, em um ano nessa vida eu adquiri tudo isso aí...
Alegria é saber que logo tudo isso vai passar, e eu terei uma vida como alguém normal. O cansaço bateu mesmo a um mês atrás, a ponto de me fazer pensar em pedir arrego. Mas vida loka é assim mesmo. Só esperamos uma recompensa a altura no final. E mesmo se não houver, eu sei que dei meu máximo em tudo, e fui forte.
Alegria é saber que logo tudo isso vai passar, e eu terei uma vida como alguém normal. O cansaço bateu mesmo a um mês atrás, a ponto de me fazer pensar em pedir arrego. Mas vida loka é assim mesmo. Só esperamos uma recompensa a altura no final. E mesmo se não houver, eu sei que dei meu máximo em tudo, e fui forte.
Um dos melhores (ou o melhor) texto que já li sobre o assunto.
"Tenho visto ultimamente inúmeros adolescentes gritarem em alto e bom som a expressão acima, exaltando crime, desrespeito e rebeldia como troféus dos quais alguém pode se orgulhar. A respeito disso, gostaria de fazer algumas observações: Vida louca, meu irmão, é o cara acordar às 6 da manhã, tomar um café sem pão (o único que resta será dividido entre os irmãos menores), ir pra escola a pé (porque o dinheiro da passagem é usado pra comprar a pouca comida que tem em casa), quase não assistir televisão, pois na casa só tem uma, na sala, que sempre é dominada pela vontade da maioria, não ter internet, nem roupa de marca e, ainda assim, ser o melhor aluno da turma e o melhor amigo que alguém pode ter. Vida louca, "brother", é ter todo luxo, conforto e apoio da família e aproveitar cada oportunidade que o dinheiro proporciona de viver bem, de amadurecer e se desenvolver intelectualmente, mais do que uma grande maioria nesse país. Vida louca, meu amigo, é ter que parar de estudar aos 15 e começar a trabalhar aos 16 e, ainda assim, retornar aos estudos à noite, porque tem garra e gana de buscar um futuro melhor. Vida louca é não ter pai, não ter mãe, não ter afeto nem referências e, ainda assim, acreditar que a vida pode ser diferente quando se quer.
Vida louca é o oposto de usar droga por modismo, desrespeitar as pessoas por falta de caráter e ser rebelde, sem nem saber o que significa rebeldia. Vida louca, pra mim, é o cara que aproveita as oportunidades de ser melhor a cada dia, vivendo suas histórias, sendo livre (não confundido liberdade com libertinagem), independente da classe social. Aquele que aprendeu que a melhor rebeldia que se pode ter é ser exatamente o contrário daquilo que o sistema espera de você (comodismo, apatia e conformismo). Correr atrás dos objetivos, batalhar pela realidade, isso pra mim é Vida louca. O resto, no meu humilde ponto de vista, tem um outro nome: Vida Burra! "
Tatiana Lackmann
Professora

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