Lá esta ele, parado, anestesiado. Não sei o que fazer se respiro ou falo. A cena me sufoca. Minha única preocupação esta em tirá-lo de lá. o mais rápido possível.
- (grito) André! Responda-me! Ou terei que subir ai!
- Você não sabe a dor, não sabe!
- Acalme-se! Não faça essa besteira!
- Vá embora!
- Não, eu não vou. Não posso. E me deixe subir ai pra conversarmos.
- Não. Não suba.
- Mas a gritaria esta chamando a atenção de outros.
- Não!
- (grito) André! Responda-me! Ou terei que subir ai!
- Você não sabe a dor, não sabe!
- Acalme-se! Não faça essa besteira!
- Vá embora!
- Não, eu não vou. Não posso. E me deixe subir ai pra conversarmos.
- Não. Não suba.
- Mas a gritaria esta chamando a atenção de outros.
- Não!
- Por favor, André! Será pior ficar gritando!
- Então suba! Mas não tente me impedir de nada!
- Sim. Fique ai! Já estou indo.
Estou aflita. E se ele tentar algo enquanto subo esses degraus? Melhor eu andar mais rápido. Quando iria imaginar... André! Um carinha bem sucedido, cheio da grana, com os pais que bancam tudo, visita as melhores baladas e pega qualquer moça bonita. O que será que está levando ele a esta loucura? Melhor andar.
- André?
- Então suba! Mas não tente me impedir de nada!
- Sim. Fique ai! Já estou indo.
Estou aflita. E se ele tentar algo enquanto subo esses degraus? Melhor eu andar mais rápido. Quando iria imaginar... André! Um carinha bem sucedido, cheio da grana, com os pais que bancam tudo, visita as melhores baladas e pega qualquer moça bonita. O que será que está levando ele a esta loucura? Melhor andar.
- André?
- Aqui!
- Sim. Acalme-se! Respire.
- Não tem como me acalmar. Quero acabar logo com isso!
- Sim. Acalme-se! Respire.
- Não tem como me acalmar. Quero acabar logo com isso!
- Sim, te entendo!
- Não, não me entende.
- Não, não me entende.
- Me conte ao menos o que lhe aconteceu.
- Você não sabe?
- Não. Faltei os dois últimos dias. Tinha consulta médica.
- Então realmente não sabe...
- Não sei. Mas conte-me!
- Vou resumir pra evitar que tome minha dor.
- Tudo bem!
- Você não sabe?
- Não. Faltei os dois últimos dias. Tinha consulta médica.
- Então realmente não sabe...
- Não sei. Mas conte-me!
- Vou resumir pra evitar que tome minha dor.
- Tudo bem!
- Meus pais... (chora) morreram num acidente de carro. Não tiveram a mínima chance de escapar. Só sobramos eu e meu irmão! Estou perdido. E a culpa foi minha!
- Não, não foi sua culpa!
- Não, não foi sua culpa!
- Foi sim! Na noite passada ao acidente tinha sofrido um outro pequeno acidente que deixou o carro com vazamentos. Fui eu!
- O nome já diz André. ACIDENTE! Pense no seu irmão. Ele é mais novo?
-Sim.
- Então. Ele vai precisar de alguém pra cuidar dele. Não seja egoísta!
- O nome já diz André. ACIDENTE! Pense no seu irmão. Ele é mais novo?
-Sim.
- Então. Ele vai precisar de alguém pra cuidar dele. Não seja egoísta!
- Mas sou um assassino, imprudente, irresponsável. Devo morrer, pagar por tudo isso. Não fale mais nada. Deixe-me. Você não sabe de nada! Obrigado Mas desça!
- Não André, não vou descer, você precisa de ajuda.
Derrepente meus olhos arregalaram, não consigo mais enxergar André. Ele pulou. Estou fria e quente, desespero. Ninguém mais assiste a isso além de mim! O que faço? palavras saem quase sem sentido de mim: ANDRÉ!!!
Sensação de desmaio. Pego o telefone. Disco 193: - Me ajudem, meu amigo pulou! Aqui da faculdade de direito próximo ao metrô Consolação. Ajudem!
Mãos frias. Tudo esta desaparecendo, embaçado. Desmaio.
- Não André, não vou descer, você precisa de ajuda.
Derrepente meus olhos arregalaram, não consigo mais enxergar André. Ele pulou. Estou fria e quente, desespero. Ninguém mais assiste a isso além de mim! O que faço? palavras saem quase sem sentido de mim: ANDRÉ!!!
Sensação de desmaio. Pego o telefone. Disco 193: - Me ajudem, meu amigo pulou! Aqui da faculdade de direito próximo ao metrô Consolação. Ajudem!
Mãos frias. Tudo esta desaparecendo, embaçado. Desmaio.

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