Ela com certeza esteve a conversar com a liberdade. Não esta mais sujeita, ela agora sabe viver. Peita a felicidade de forma única a abranger todo o seu ser. Mas quem é ela? Ninguém sabe, ninguém vê. A nossa única denúncia é que ela conversa com os pássaros. Conversa, fala e aprende.
Alguns hippies que acamparam num pequeno monte encontraram a carta feita por essa moça tão misteriosa e independente. Vou lhes contar um trecho:
Alguns hippies que acamparam num pequeno monte encontraram a carta feita por essa moça tão misteriosa e independente. Vou lhes contar um trecho:
"Nome, eu não tenho. Tenho espécie, vivo em bando pra não me perder e saber onde é que o sol vai nascer. Idade é coisa para os tolos, tenho o hoje como minha data. Sobre a morte. Não sei quando e nem quero saber. Alguém já ouviu falar quando um pássaro morreu? E, bom, não sou um pássaro, apenas lhe tenho a alma, sou livre. Dessa coisa física só quero os prazeres. Não quero carne, não quero vinho. Os vegetais e a água já me são o bastante. Deixo marcas, mas são positivas, boas lembranças. Quero dançar, quero voar. A cada vôo que me preparo é um turbilhão de emoções. Sou feliz. A dor não me tem nem me detém. Sou a fuga, sou a caça, sou livre e não há quem me faça... "

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