quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A covardia de morrer,

Quantas brigas ele ganhou,
quantas moças ele conquistou,
quantos suspiros surgidos do amor.
Infelicidade
Quantos jogos ele foi o segundo,
quantos foras ele tomou,
quantos tiros ele se desviou.
Felicidade
Quantas drogas fortes ele experimentou,
quantos suspiros o excitou,
quantos abraços o aqueceu.
Infelicidade
Quantas mortes a superar,
quanto desespero a lhe tomar,
quanto mais injetar, viciar.
Felicidade
Quando a mãe dele sorriu,
quando a saudade apertou e a moça voltou,
quantos passos até o paraíso.

Ele, por sua vez, decidiu então viver. Entendendo.
Camuflagem pra dor?
Não. Ele se conformou e entendeu.
Mas o que ?
Que eu e você. Todos nós vamos morrer.
Mas morrer pra que? Pra sofrer.
Não ser covarde e sofrer enquanto respira.


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