Voltei ao que chamo de “Eu”, porque na verdade estava perdida em algum lugar dentro de mim. Mal pensava. Mas voltei. Voltei como quem não quer viver perdendo o controle tão fácil, voltei como quem quer se manter forte a qualquer custo, voltei a respirar e pensar antes de tudo, voltei a mim, voltei a sorrir sem medo, exceto o receio de ter alguma mancha de batom nos dentes, voltei a fazer poesia na minha cabeça com tudo que vejo pela frente, voltei a me deitar na cama controlar o cansaço e imaginar meu futuro, voltei a planejar tudo e mesmo assim achar as coisas ao acaso serem bem mais interessantes, voltei a valorizar pensamentos e opiniões, voltei a ter certeza que não nasci pra odiar nada e muito menos as pessoas, voltei a amar sentir meu corpo gelado, voltei a sentir tonturas e perceber que aquele é o preço, voltei a ligar pra apenas o que eu vejo e o que eu sinto e mesmo assim respeitar opiniões, voltei a me deixar levar pelas letras das músicas, voltei a curtir a viagem de trem, voltei a observar tudo, voltei a ter vontade de sair por ai sem rumo.
A “ volta” pra mim é tudo, mas o que eu gosto mesmo é da permanência, levar a diante esses momento e torná-lo eterno até que eu me entenda por gente.
A “ volta” pra mim é tudo, mas o que eu gosto mesmo é da permanência, levar a diante esses momento e torná-lo eterno até que eu me entenda por gente.

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