domingo, 14 de outubro de 2012

Os monstros dela; por ela,




A admiração, se torna a obsessão que mais tarde se transforma a nossa própria imagem. O inferno é doce, deita-se em purgo, quente da alma. Purgo um - se alivia. Purgo dois - vai a dor. Purgo três - vai a alma. Purgo quatro - destrói a vida. Um, dois, três, quatro.  Se alivia dos purgos  e agora morre por um vazio, infernal que cega a alma e a faz se sentir viva. Alimenta-se de mentiras, a mentira da felicidade da manhã. Acorda, levanta-te se tiveres força. Segura na cabeceira de tua cama, se cair, finja, está tudo bem. Meninas não choram, mulheres fingem. Já está cansada e tem certeza que nunca irá se reconciliar com o espelho. Admira a magreza, os ossos, quer tudo em si, se descontrola, vai mal, ataca, engole, vomita. Volta e sorri.

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